Pelotas, quarta-feira, 20 de agosto de 2014    -     Bem Vindo, visitante! [ Cadastre-se | Entrarrss  |  tw



Anunciar Grátis Empregos

Verbo – O que é?

Data 18 de agosto de 2011 por Editor Chefe em Artigos, Educação e Cursos | Ainda não há comentários

Verbo

O que é verbo?

Elemento principal da oração, o verbo exprime processos, ações, estados ou fenômenos e, por meio da ampla variedade de formas em que se apresenta, indica em português a pessoa, o tempo, o modo e a voz do discurso. Assim, muitas informações significativas estão nele reunidas.

Verbo é toda palavra ou expressão que traduz um fato. A frase “As crianças amam o campo” enuncia um fato observado a respeito de “crianças” e de “campo”. A palavra que descreve esse fato é “amam”, forma conjugada do verbo amar. Quanto ao complemento na oração, os verbos são intransitivos, quando expressam uma idéia completa (andei), ou transitivos, quando exigem continuação (perdi o sapato, fui ao dentista). Quanto ao sujeito, os verbos podem ser tripessoais, unipessoais ou impessoais, segundo se empreguem nas três pessoas, apenas nas terceiras pessoas ou somente na terceira do singular. Latir é unipessoal, pois não se usa nem na primeira nem na segunda pessoa. Ventar é impessoal, uma vez que, sem sujeito, fica na terceira pessoa do singular.

Informações expressas pelo verbo. O sujeito da oração é sempre indicado pelo verbo, que aparece numa das três pessoas: a primeira, que fala; a segunda, com quem se fala; e a terceira, de quem se fala.

O verbo concorda com o sujeito em número, que pode ser singular ou plural. Pessoa e número têm desinências particulares. Assim, primeira pessoa: amei, amamos; segunda pessoa: amaste, amastes; terceira pessoa: amou, amaram.

Os verbos denotam ainda as circunstâncias temporais em que se realizam os fatos: presente (amo), passado (amei) e futuro (amarei). Quando se referem dois fatos não concomitantes — passados, presentes ou futuros — o verbo pode ainda exprimir anterioridade (tenho amado; tinha amado, ou amara; e terei amado) ou posterioridade (tenho de amar, tive de amar, terei de amar). Servem de exemplo as frases: “Quando ele me contou a história eu já a tinha adivinhado” e “Ele se casará em dezembro e logo depois terá de partir, em viagem de estudos”.

Em português, os verbos apresentam-se em três modos (indicativo, subjuntivo e imperativo) e três formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). O uso dos modos é expressivo e dificilmente se podem estabelecer princípios gerais. É possível observar, entretanto, que o subjuntivo é próprio da afirmação insegura, dubitativa. O imperativo serve para a expressão direta da vontade afirmativa, desde a ordem até o desejo, mas se dispõe apenas da segunda pessoa; supre-se, nas suas lacunas, do presente do subjuntivo, como nos versos “Repousa lá no céu eternamente, / E viva eu cá na terra sempre triste” (Camões).

As formas nominais não permitem a expressão do tempo ou do modo, que devem ser inferidos pelo contexto da oração. O infinitivo pode apresentar emprego nominal e servir de substantivo (“Seu cantar ecoou ao longe”), adjetivo (“Porta de correr”) ou advérbio (“Andou a correr”). O gerúndio descreve ação em curso e pode assumir função de advérbio ou adjetivo (“Vi o fogo ardendo”). O particípio, a um tempo verbo e adjetivo, está sujeito à concordância de gênero e número. Apresenta o resultado de uma ação: cansado, aberto.

Os verbos exprimem ainda aspecto, e no português isso é bastante complexo. Aspectos são as diferentes maneiras como se enfocam e expressam os fatos. Aspecto imperfeito é aquele em que não se pensa no início nem no término do fato: é o aspecto normal do verbo, desde que não esteja no pretérito perfeito ou no mais-que-perfeito. Aspecto perfeito é aquele que apresenta o fato como terminado e pode ser observado nos dois tempos mencionados acima e na conjugação de anterioridade. Aspecto iterativo é o que tem, na maioria das vezes, o presente do indicativo da conjugação que exprime anterioridade: tenho escrito quase sempre significa, simultaneamente, que escrevi e que ainda escrevo. Aspecto progressivo é o da chamada conjugação contínua, em que se aponta o fato no seu próprio desenvolvimento e processo: estou escrevendo. Aspecto incoativo é aquele que toma o verbo quando o fato é revelado no seu começo: entro a escrever, toco a escrever etc. Há, ainda, outros aspectos em que a língua sutiliza sua expressão.

Os verbos de predicação incompleta, que pedem objeto direto, admitem duas vozes: a voz ativa, que é a normal da conjugação simples (“O cão mordeu a criança”), e a voz passiva, pertencente à conjugação composta, cujo sujeito é o termo da oração que naturalmente seria seu objeto (“A criança foi mordida pelo cão”). Isso permite enfatizar a importância de um termo que ficaria em segundo plano, caso ocupasse a função de objeto, e não de sujeito. A conjugação pronominal reflexiva (“Mordeu-se”) é definida por alguns autores como voz média.

Morfologia verbal. Como se não bastasse essa complexidade, o verbo tem, no português, uma morfologia (aspecto que diz respeito à estrutura e formação das palavras) muito rica. Tal riqueza é herdada do latim nas formas simples e extremamente desenvolvida nas formas compostas. Para o estudo da morfologia verbal, os antigos tinham imaginado a conjugação das formas simples em quadros engenhosamente organizados, a que chamaram paradigmas. No português, como no castelhano e no galego, as quatro conjugações paradigmáticas se reduziram a três: primeira, que tem como vogal de ligação um -a- (am-a-r, cant-a-r); segunda, que tem um -e- (dev-e-r, mo-e-r); e terceira, que tem um -i- (part-i-r, un-i-r). Por esses modelos se orientam todos os outros verbos, chamados regulares.

Muitos, porém, são os verbos irregulares. Os de irregularidade fraca diferenciam-se dos paradigmas nos tempos presentes ou no particípio (odiar, valer, abrir estão nesse caso, porque fazem odeio, valho, aberto, em lugar de odio, valo, abrido). Os de irregularidade fonética fogem às regras de mutação vocálica (chegar e invejar, por exemplo, seriam regulares se fizessem chégo e invêjo, como rego e desejo). Os 17 verbos de irregularidade forte (dar, ir, ser, pôr, ter, ver, vir, caber, dizer, estar, fazer, haver, poder, aprazer, querer, saber, trazer) não seguem qualquer paradigma e apresentam peculiaridades em quase todos os tempos. Ao contrário de todos os outros, apresentam dois radicais. São rizotônicos na primeira e terceira pessoas do pretérito perfeito do indicativo; ir e ser chegam a ter três raízes. Alguns são abundantes ou defectivos de pessoas (presenciar admite presencio ou presenceio na primeira pessoa do singular, enquanto precaver, no presente do indicativo, só se conjuga na primeira e segunda pessoas do plural — precavemos e precaveis –, além de ser totalmente destituído de presente do subjuntivo).

Verbos relacionais. Nas orações ditas nominais, o verbo assume outro papel: o de indicar que, entre o sujeito e o predicativo, existem relações constantes (ser), novas ou inconstantes (estar), ou ainda uma mudança de estado (ficar). Assim, por exemplo: o menino é forte; o menino está forte; o menino fica forte. Entre as grandes línguas européias, só o português se empenha em distinguir essas três relações com tais verbos, além de outros, eventualmente.

Os verbos relacionais ou de ligação revelam o aspecto que se dá à definição do sujeito: são esvaziados de sua idéia original e, por isso, não têm conteúdo ideativo, com o que deixam, por definição, de ser verbos. São verbos apenas pela sua morfologia. Ser, estar e ficar são verbos como quaisquer outros, desde que não estejam relacionando o sujeito com o predicativo, como em “No princípio era o caos”, “Meu irmão está em Paris”, “Não pude ficar em casa”. Nestes casos, poderiam ser trocados por existia, mora e permanecer. Na oração “Hoje não ando bem” o verbo é ideativo se ando for sinônimo de marcho, caminho. Contudo, se ando bem for equivalente a estou bem, tem-se um verbo relacional, que não exprime fato nenhum e se limita a indicar o aspecto da definição. Em tais casos, somente o contexto pode decidir sobre a interpretação conveniente.

Verbos auxiliares. As conjugações compostas valem-se dos chamados verbos auxiliares, que exprimem pessoa, número, tempo e modo. Juntam-se a infinitivos, gerúndios e particípios ideativos e sua morfologia é a dos verbos, categoria a que, por definição, não pertenceriam.

A língua portuguesa é riquíssima em verbos auxiliares, com os quais são expressos aspectos e a voz passiva. Os principais são: (1) ter, haver, para a conjugação anterior (ter feito, haver feito); (2) ter de, haver de, ir, dever, querer, poder, para a conjugação posterior (ter de fazer, haver de fazer, ir fazer, dever fazer, querer fazer, poder fazer); (3) estar, ir, vir, andar, para a conjugação contínua (estar fazendo, ir fazendo, vir fazendo, andar fazendo); (4) ser, para a conjugação passiva (ser feito).

Verbos pronominais. O acompanhamento obrigatório de pronomes átonos reflexivos caracteriza os verbos pronominais, como queixar-se e arrepender-se. Alguns são pronominais apenas em determinada acepção, como chamar, chamar-se.

Alguns verbos, embora apresentem a forma passiva, não exprimem passividade alguma. São os chamados verbos depoentes, entre os quais estão certos verbos de movimento, como chegar, correr, descer, entrar, fugir, ir, partir, passar, sair, subir, vir. O mesmo ocorre com nascer e morrer (entrar na vida e dela sair). Exemplos: “Era chegada a hora de jantar”, ou seja, tinha chegado; “Meu pai é morto há longos anos”, isto é, morreu.

www.irqzero.net

www.iaulas.com.br


Confira Também Outros Anúncios




1089 visualizações no total, 1 hoje

Envie para um amigo Envie para um amigo   Imprimir este anúncio Imprimir este anúncio

Comentário

Comentários encerrados.

CARLOS LATUFF EM PELOTAS - ENTREVISTA

por Editor Chefe em 9 de fevereiro de 2013 - 1 Comentário

O cartunista /chargista Carlos Latuff esteve em Pelotas no dia 07 de fevereiro de 2013. Tive o prazer de entrevistá-lo e, compartilho aqui a entrevista. Maiar...

CARLOS LATUFF EM PELOTAS - ENTREVISTA

por Editor Chefe em 9 de fevereiro de 2013 - 1 Comentário

O cartunista /chargista Carlos Latuff esteve em Pelotas no dia 07 de fevereiro de 2013. Tive o prazer de entrevistá-lo e, compartilho aqui a entrevista. Maiar...

Previsão do Tempo em Pelotas

por Editor Chefe em 8 de outubro de 2012 - 0 Comentário

. Hoje em dia saber a previsão do tempo se tornou uma prática para muitas pessoas que antes de planejar alguma atividade em especial como um passeio, uma v...

Hospitais em Pelotas

por Editor Chefe em 23 de outubro de 2012 - 0 Comentário

Falar em saúde é sempre importante, visto que se não tivermos boa saúde não conseguimos executar as tarefas que mais gostamos e que nos proporcionam bem es...

Os Milagres Devem Existir na Igreja de Cristo?

por Editor Chefe em 29 de outubro de 2012 - 0 Comentário

Nos dias atuais nos deparamos com muitas religiões, muitos credos e seitas que pregam vários tipos de mensagens com o objetivo de aproximar as pessoas de ...

diHITT - Notícias